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Astúcia: virtude ou armadilha?
Quando eu penso na palavra astúcia, percebo que ela nunca vem sozinha. Ela carrega sentidos que se misturam. Esperteza. Sagacidade. Atenção ao detalhe. Capacidade de contornar situações. Mas também pode ser habilidade de enganar, de manipular, de obter vantagem a qualquer custo. E então eu me pergunto junto com você: o que fazemos com essa habilidade? Na Odisseia, Ulisses é o retrato dessa ambiguidade. Ele é astuto para sobreviver, proteger e voltar para casa. Basta lembrar d

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24 de abr.2 min de leitura


Discernir antes de decidir
Eu parto de uma ideia que me acompanha há muito tempo: a reflexão nasce da nossa capacidade de discernir para realizar escolhas. E eu quero te ouvir por dentro desse texto. O que essa afirmação desperta em você? Quando estive na gestão, havia um hábito que se repetia depois de reuniões decisivas. Eu dizia que precisava de 24 horas para pensar antes de responder. Com o tempo, percebi que não era apenas pensar. Era discernir. Distinguir o que era fato do que era emoção. Separar

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20 de abr.1 min de leitura


Voltar também é um ato de coragem
Você já percebeu que nem toda saída é sobre ir, mas sobre o que nos faz voltar? Eu nunca voltei a morar na casa dos meus pais depois dos meus 17 anos. Mas já voltei de outras saídas. Saídas de trabalho, de país, de ideias que um dia fizeram sentido. Quando escolhi atuar em um centro universitário no interior, acreditava que estava ampliando o meu alcance, levando conhecimento a mais pessoas. E estava. Mas também estava me testando, entendendo até onde aquilo sustentava quem e

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15 de abr.1 min de leitura


Renovar é escolha, não promessa
Nos últimos dias, vivemos a Páscoa. Um tempo que, mais do que simbólico, nos convida a olhar para dentro. Ao perceber o que em nós pede renovação, o que insiste em permanecer e o que já não faz mais sentido carregar. E eu te pergunto, com sinceridade: o que você escolhe fazer com esse convite? Não é sobre uma mudança idealizada ou distante. É sobre reconhecer sentimentos profundos e assumir pequenas atitudes que transformam, de verdade, a forma como você se relaciona consigo

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6 de abr.1 min de leitura


O ritmo que você escolhe viver
Quando o fim também é começo, eu me pego lembrando de Antônio Carlos Jobim: “São as águas de março fechando o verão. É a promessa de vida no teu coração”. Existe algo de profundamente verdadeiro nesses versos. A natureza não resiste ao próprio ciclo. Ela muda, se adapta, segue. E eu te pergunto, com honestidade: você tem permitido esse fluxo na sua vida ou tem insistido em um ritmo que não te escuta? Eu observo como o entorno nos atravessa o tempo todo. Os espaços que habitam

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30 de mar.1 min de leitura


Quem você é além dos papéis?
Eu quero te fazer uma pergunta simples, mas nada fácil de responder: o que te torna único? Não existe atalho para essa resposta. Eu preciso olhar para mim. E talvez você também precise. Não para aquilo que os outros dizem, projetam ou esperam, mas para o que sinto, para o que me move, para o que permanece quando o silêncio chega. Ao longo da vida, eu vou me tornando muitos. Assumo papéis, visto máscaras, tento dar conta de tudo e de todos. E isso não é um erro, é humano. Mas

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27 de mar.1 min de leitura


O que você faz com o que sente?
Sabe aquele dia em que você está especialmente feliz? Eu também tenho vivido um desses dias. E não é por acaso. Mesmo antes de concluir um ciclo de 30 anos como professora universitária, formando profissionais de Educação Física e Pedagogia, eu já vinha me preparando para um novo movimento. Um deslocamento de lugar. Um convite mais direto para quem deseja olhar para si com profundidade. Acredito na potência do lifelong learning. Aprender ao longo da vida não é apenas acumular

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24 de mar.1 min de leitura


As 6 etapas finais da jornada do herói
Na postagem anterior, eu convidei você a olhar para a própria vida como uma jornada. Não uma ideia abstrata, mas um caminho real, feito de decisões, dúvidas, medos e descobertas . Agora seguimos para as próximas etapas da jornada do herói. E talvez você perceba que muitas delas já aconteceram na sua história, mesmo sem ter se dado conta. Aproximação da Caverna Secreta: Preparação para o maior desafio.(Você escolheu um desafio que por vezes se desdobra em um momento onde tudo

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13 de mar.2 min de leitura


As 6 etapas que iniciam a jornada do herói
Considere por um momento que a vida é uma grande aventura. Não aquela que acontece apenas em livros ou filmes, mas a que se desenrola todos os dias, nas decisões pequenas e grandes que você toma. Quando penso nisso, gosto de deixar de lado a referência da idade cronológica. Prefiro olhar para a vida como uma jornada. A jornada do herói da própria história. Todos nós estamos em algum ponto desse caminho. Às vezes em momentos de conforto, outras vezes diante de desafios que nos

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11 de mar.2 min de leitura


O que realmente nos nutre
Março tem sido um mês curioso. Finais de semana estendidos, sair na sexta e voltar só na segunda. Eu percebo que, às vezes, fugir do trânsito não é apenas uma escolha logística. É também uma forma silenciosa de cuidar de mim mesmo. Evitar o fluxo mais intenso, frequentar lugares fora de temporada, caminhar sem pressa. Pequenas decisões que parecem simples, mas que têm um efeito profundo. Elas diminuem o ruído e, quando o ruído diminui, algo dentro de nós começa a falar mais

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9 de mar.2 min de leitura


O poder do simples na aprendizagem e na liderança
Eu saí da exposição de Alfredo Volpi no Farol Santander, em Porto Alegre, com uma pergunta ecoando em mim: como algo tão simples pode ser tão profundo? Traços diretos. Cores vivas. Nada em excesso. Nada sobrando. Ser simples sem ser simplório. Foi isso que a obra me ensinou enquanto eu caminhava pelas salas e observava também a interação das crianças com as pinturas. Ali, arte e experiência se misturavam com naturalidade. Parabenizo as curadoras Ceci Amorim e Karina Israel po

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27 de fev.2 min de leitura


Como sustentar sua voz sem máscaras
Última semana de fevereiro. Um novo ciclo começa depois do Carnaval. Eu penso muito sobre isso. Sobre a simbólica queda das máscaras. Sobre o momento em que o sol toca o rosto e, por alguns dias, a gente se permite ser inteiro. Mas e depois? Durante o feriado, assistindo a filmes e séries, uma cena me atravessou. Uma mulher em uma reunião. Ela fala, propõe, constrói uma linha de raciocínio. E é interrompida. O olhar dela muda. O desconforto se instala. Eu já vivi essa cena en

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23 de fev.1 min de leitura


Você está vivendo sua essência ou sua máscara?
Hoje é dia de consolidar a essência. E eu quero te convidar para essa reflexão a partir de mais uma foto da série da minha visita ao Museu das Ilusões. Durante a semana, o percurso foi simbólico. Falei sobre retirar o véu de Maya, conceito da filosofia hindu que representa as ilusões que nos afastam do real, e sobre descartar as personas dispensáveis, ideia profundamente desenvolvida por Carl Gustav Jung ao tratar das máscaras sociais que usamos para nos adaptar ao mundo. M

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20 de fev.2 min de leitura


Quando a persona distorce a percepção da realidade
Em meio ao Carnaval, sigo refletindo sobre algo que vai muito além da festa. Penso sobre nossas personas e sobre Maya, conceito do hinduísmo que representa o véu da ilusão, essa camada que encobre a verdadeira natureza da realidade. Fico me perguntando quantas vezes nos confundimos com aquilo que mostramos ao mundo. Na foto que fiz durante a visita ao Museu das Ilusões , a proposta era simples: brincar com a percepção. Criar a sensação de que estou dentro de um aquário. Mas

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16 de fev.1 min de leitura


Que falta eu faria se não estivesse aqui?
Ao concluir meu processo de autoanálise neste primeiro mês, que sustenta o planejamento de 2026, me deixei atravessar por uma provocação de Mario Sergio Cortella , no livro Viver em paz para morrer em paz: se eu não existisse, que falta faria? Refletir sobre a finitude nunca me foi um tema distante. Durante o doutorado, ao pesquisar o vivido e o não vivido pelos Irmãos Maristas longevos da Província Sul Amazônia, compreendi com mais clareza o sentido da frase que tanto me mar

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30 de jan.1 min de leitura


Consistência que constrói caminhos
Encerrando janeiro, escolhi olhar com honestidade para a consistência. Ao longo dos meus 30 anos como professora universitária, percebo que manter um padrão de comportamento e desempenho de forma contínua sempre foi uma escolha consciente. Não perfeita, mas constante. A única pausa que me permiti foi um ano sabático. E, curiosamente, ele não rompeu minha consistência. Pelo contrário. Mesmo atravessando uma pandemia e uma enchente que marcou nossa cidade, segui fazendo o que p

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26 de jan.1 min de leitura


Autoconsciência para reconhecer suas potências
Nas aulas de Formação Pessoal, sempre que proponho exercícios de autopercepção sobre potências e limitações, algo se repete. A maioria das pessoas leva muito mais tempo para identificar aquilo em que é forte do que para listar suas fragilidades. Curiosamente, vejo o mesmo acontecer em processos de seleção profissional. Costumo associar essa dificuldade à falta de autoconsciência, à supervalorização do olhar do outro e ao medo de parecer exibido, metido ou convencido. Só que r

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23 de jan.1 min de leitura


O que a TV revela sobre nossas escolhas
Hoje é o Dia Mundial da Televisão e, curiosamente, o meu convite é para lermos mais. Sim, eu também gosto da tela e reconheço a importância que a TV tem na vida de todos nós. Ela faz parte da nossa história. A primeira demonstração pública de um sistema de televisão aconteceu em 1926, com John Logie Baird. No Brasil, a TV Tupi inaugurou as transmissões em 1950. Na minha casa, porém, o aparelho só chegou por volta de 1964. Éramos uma das poucas famílias da rua com televisão e

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21 de nov. de 20251 min de leitura


O que o seu símbolo diz sobre você
Hoje, enquanto o país celebra a Bandeira do Brasil, me peguei pensando no poder que um símbolo tem. Ele não é apenas uma imagem. É um convite. Uma ideia que nos atravessa. Uma forma de dizer quem somos, mesmo antes das palavras. O símbolo do Stim Expressão & Movimento nasceu exatamente desse lugar. De uma pergunta sobre propósito. Do desejo profundo de facilitar processos de autoconhecimento que ajudem cada pessoa a realizar o seu vir a ser. Aristóteles chama devir esse movim

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19 de nov. de 20251 min de leitura


O que o medo pode nos ensinar
Aprendi que a coragem não é a ausência do medo, e sim a vitória sobre ele. Nelson Mandela tinha razão ao dizer que o homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que consegue superá-lo. Lembrei dessa frase ao reler o capítulo “Balançar o barco e mantê-lo estável” , do livro Originais: como os inconformistas mudam o mundo , de Adam Grant. O título por si só já é um convite a refletir: como encontrar equilíbrio quando tudo parece instável? O medo faz parte da vida. Ele

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10 de nov. de 20251 min de leitura
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