Você está vivendo sua essência ou sua máscara?
- espacostim

- há 3 dias
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Hoje é dia de consolidar a essência. E eu quero te convidar para essa reflexão a partir de mais uma foto da série da minha visita ao Museu das Ilusões. Durante a semana, o percurso foi simbólico. Falei sobre retirar o véu de Maya, conceito da filosofia hindu que representa as ilusões que nos afastam do real, e sobre descartar as personas dispensáveis, ideia profundamente desenvolvida por Carl Gustav Jung ao tratar das máscaras sociais que usamos para nos adaptar ao mundo. Mas hoje eu me faço uma pergunta, e divido com você. Depois de escolher quais personas permanecem em nós para seguir no mundo, elas realmente nos deixam confortáveis? Porque no nosso caminho sempre haverá outra persona querendo nos engolir. Um novo papel, uma nova expectativa, uma nova exigência externa. E também haverá a tentação de voltar às personas antigas, aquelas que já conhecemos, que oferecem a segurança do hábito e do reconhecimento. O que é familiar nem sempre é verdadeiro. Fazer escolhas que promovem mudança exige persistência e coragem. Exige sustentar o desconforto de não caber mais em certos lugares. Exige dizer não ao automático e sim ao essencial. Eu vejo isso com frequência nas transições de carreira. Pessoas que se reconectam com sonhos guardados depois de anos cumprindo papéis que surgiram por necessidade. Vejo também no universo feminino, especialmente na vivência da maternidade presente e no retorno às atividades profissionais. Não se trata de abandonar uma identidade para assumir outra, mas de integrar camadas da própria essência. A presença de um terapeuta pode ser um apoio valioso nessa travessia. Não para criar uma nova máscara mais adequada, mas para ajudar a distinguir o que é adaptação saudável do que é distanciamento de si. Eu sigo revisitando minhas próprias escolhas, inclusive ao olhar para essa foto e lembrar que nem tudo o que parece sólido é real. E você, as personas que hoje sustentam sua vida refletem quem você é ou apenas quem aprendeu a ser para sobreviver?



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