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O que te sustenta quando tudo falta?
Você tem irmãos? Eu tenho. Sou a quinta filha. Fui muito desejada pelos meus irmãos e pelos meus pais. Ainda assim, minha mãe se assustou ao descobrir a gravidez aos 40 anos. Hoje isso é comum, mas há mais de seis décadas não era. Dá para imaginar o impacto daquela notícia em toda a família. Como até então só havia uma filha mulher, a Sandra, todos torciam para que eu também fosse menina. E fui. Cheguei já envolvida por expectativa, cuidado e afeto. Recentemente viajei com

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há 2 dias1 min de leitura


O ritmo que você escolhe viver
Quando o fim também é começo, eu me pego lembrando de Antônio Carlos Jobim: “São as águas de março fechando o verão. É a promessa de vida no teu coração”. Existe algo de profundamente verdadeiro nesses versos. A natureza não resiste ao próprio ciclo. Ela muda, se adapta, segue. E eu te pergunto, com honestidade: você tem permitido esse fluxo na sua vida ou tem insistido em um ritmo que não te escuta? Eu observo como o entorno nos atravessa o tempo todo. Os espaços que habitam

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há 4 dias1 min de leitura


Quem você é além dos papéis?
Eu quero te fazer uma pergunta simples, mas nada fácil de responder: o que te torna único? Não existe atalho para essa resposta. Eu preciso olhar para mim. E talvez você também precise. Não para aquilo que os outros dizem, projetam ou esperam, mas para o que sinto, para o que me move, para o que permanece quando o silêncio chega. Ao longo da vida, eu vou me tornando muitos. Assumo papéis, visto máscaras, tento dar conta de tudo e de todos. E isso não é um erro, é humano. Mas

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27 de mar.1 min de leitura


Trabalhar ou viver? A diferença não é tão óbvia
Você já parou para pensar, de verdade, qual é a diferença entre tempo de trabalho e tempo de lazer?Essa pergunta sempre me atravessou, e talvez ela também diga mais sobre a sua vida do que parece à primeira vista. O sociólogo Joffre Dumazedier nos convida a ir além da ideia simplista de que lazer é apenas o tempo em que não estamos trabalhando. Para ele, o lazer é um espaço de escolha. É quando nos dedicamos, por vontade própria, a atividades que nos permitem descansar, nos d

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25 de mar.2 min de leitura


O que você faz com o que sente?
Sabe aquele dia em que você está especialmente feliz? Eu também tenho vivido um desses dias. E não é por acaso. Mesmo antes de concluir um ciclo de 30 anos como professora universitária, formando profissionais de Educação Física e Pedagogia, eu já vinha me preparando para um novo movimento. Um deslocamento de lugar. Um convite mais direto para quem deseja olhar para si com profundidade. Acredito na potência do lifelong learning. Aprender ao longo da vida não é apenas acumular

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24 de mar.1 min de leitura


Ciclos da vida e o que você faz com a dor
“Sonhos de Trem” é um dos filmes mais sublimes que assisti nos últimos tempos. Não apenas pela história, mas pela forma como me colocou diante de algo que, no fundo, todos nós conhecemos, mas nem sempre temos coragem de encarar. Hoje começa o outono no hemisfério sul. E é impossível não pensar na fotografia do filme, na forma como a natureza não é cenário, mas na presença viva. Ela acompanha, sustenta e, ao mesmo tempo, nos lembra de algo essencial. Tudo muda. Tudo passa. Tud

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20 de mar.2 min de leitura


O valor das histórias além do Oscar
Eu fiquei pensando no quanto o Oscar 2026 nos atravessou de um jeito diferente. Não apenas pela expectativa de prêmios, mas pela força simbólica de estarmos ali, representados em possibilidades. Porque, no fundo, não se trata só de reconhecimento: se trata de narrativa. Contar histórias é uma das formas mais antigas que encontramos para dar sentido à vida. É assim que compartilhamos aprendizados, preservamos culturas e criamos conexões que ultrapassam o tempo. Quando uma his

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16 de mar.1 min de leitura


As 6 etapas finais da jornada do herói
Na postagem anterior, eu convidei você a olhar para a própria vida como uma jornada. Não uma ideia abstrata, mas um caminho real, feito de decisões, dúvidas, medos e descobertas . Agora seguimos para as próximas etapas da jornada do herói. E talvez você perceba que muitas delas já aconteceram na sua história, mesmo sem ter se dado conta. Aproximação da Caverna Secreta: Preparação para o maior desafio.(Você escolheu um desafio que por vezes se desdobra em um momento onde tudo

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13 de mar.2 min de leitura


As 6 etapas que iniciam a jornada do herói
Considere por um momento que a vida é uma grande aventura. Não aquela que acontece apenas em livros ou filmes, mas a que se desenrola todos os dias, nas decisões pequenas e grandes que você toma. Quando penso nisso, gosto de deixar de lado a referência da idade cronológica. Prefiro olhar para a vida como uma jornada. A jornada do herói da própria história. Todos nós estamos em algum ponto desse caminho. Às vezes em momentos de conforto, outras vezes diante de desafios que nos

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11 de mar.2 min de leitura


O que realmente nos nutre
Março tem sido um mês curioso. Finais de semana estendidos, sair na sexta e voltar só na segunda. Eu percebo que, às vezes, fugir do trânsito não é apenas uma escolha logística. É também uma forma silenciosa de cuidar de mim mesmo. Evitar o fluxo mais intenso, frequentar lugares fora de temporada, caminhar sem pressa. Pequenas decisões que parecem simples, mas que têm um efeito profundo. Elas diminuem o ruído e, quando o ruído diminui, algo dentro de nós começa a falar mais

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9 de mar.2 min de leitura


Contemplar é resistir ao automático
Contemplar é um verbo que me é caro. Talvez porque, em um mundo que me empurra para a pressa, ele me convide a ficar. Ficar no aqui e agora. Ficar inteiro. Quando penso nas diferentes manifestações artísticas, percebo o quanto todas carregam algo de efêmero. A pintura, a escultura, a dança, o teatro, a música, a literatura, o cinema, a fotografia, a arte digital. Hoje, quase tudo pode ser registrado, arquivado, reproduzido infinitamente. Podemos rever, pausar, ampliar. Podemo

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26 de fev.2 min de leitura


Como sustentar sua voz sem máscaras
Última semana de fevereiro. Um novo ciclo começa depois do Carnaval. Eu penso muito sobre isso. Sobre a simbólica queda das máscaras. Sobre o momento em que o sol toca o rosto e, por alguns dias, a gente se permite ser inteiro. Mas e depois? Durante o feriado, assistindo a filmes e séries, uma cena me atravessou. Uma mulher em uma reunião. Ela fala, propõe, constrói uma linha de raciocínio. E é interrompida. O olhar dela muda. O desconforto se instala. Eu já vivi essa cena en

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23 de fev.1 min de leitura


Você está vivendo sua essência ou sua máscara?
Hoje é dia de consolidar a essência. E eu quero te convidar para essa reflexão a partir de mais uma foto da série da minha visita ao Museu das Ilusões. Durante a semana, o percurso foi simbólico. Falei sobre retirar o véu de Maya, conceito da filosofia hindu que representa as ilusões que nos afastam do real, e sobre descartar as personas dispensáveis, ideia profundamente desenvolvida por Carl Gustav Jung ao tratar das máscaras sociais que usamos para nos adaptar ao mundo. M

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20 de fev.2 min de leitura


O que você vê no espelho?
Hoje é quarta-feira de cinzas. E eu quero te convidar para uma pausa. Na foto feita no Museu das Ilusões, no BarraShoppingSul, o espelho multiplica imagens. Mas, mais do que um efeito curioso, ele me provoca uma pergunta: como você se sente quando se depara com as suas diferentes personas? Todos nós criamos personagens para transitar no mundo. A persona profissional, a familiar, a social. Elas nos ajudam a pertencer, a nos proteger, a cumprir papéis. Mas em que momento essas

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18 de fev.1 min de leitura


Quando a persona distorce a percepção da realidade
Em meio ao Carnaval, sigo refletindo sobre algo que vai muito além da festa. Penso sobre nossas personas e sobre Maya, conceito do hinduísmo que representa o véu da ilusão, essa camada que encobre a verdadeira natureza da realidade. Fico me perguntando quantas vezes nos confundimos com aquilo que mostramos ao mundo. Na foto que fiz durante a visita ao Museu das Ilusões , a proposta era simples: brincar com a percepção. Criar a sensação de que estou dentro de um aquário. Mas

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16 de fev.1 min de leitura


Qual máscara você escolhe?
Nada mais simbólico do que falar sobre persona quando pensamos em Carnaval. A foto que trago hoje é do Carnaval de 2015, na cidade de Mainz, na Alemanha. Sim, Carnaval no inverno. Já começa estranho por aí. A fantasia era de uma amiga, Teresa Muller. Um palhaço com maquiagem de Pierrot. Eu não me sentia exatamente representada por aquela personagem. Se pudesse escolher, talvez fosse outra. O cenário também destoava do que estamos acostumados. Frio, casacos, depois a rua com o

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13 de fev.2 min de leitura


A coragem de viver sem máscaras
Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas - e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: "Ladrões, ladrões, malditos ladrões!” Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um

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11 de fev.1 min de leitura


O ano começa quando tu decides começar
Quantas vezes tu já disseste que o ano só começa depois do Carnaval? Eu te escuto, mas também te provoco. Esperar uma data simbólica para iniciar um processo de cuidado é, muitas vezes, uma forma elegante de adiar o encontro contigo. Tu podes, sim, iniciar hoje uma análise junguiana, viver o Carnaval com leveza e, depois, seguir com o compromisso que assumiste contigo. Vida e autoconhecimento não são opostos, eles caminham juntos. Quando a procrastinação vira constância, tal

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9 de fev.1 min de leitura


O tempo revela os vínculos
O tempo que o tempo tem. Você já parou para sentir o que essa expressão desperta em você? Eu tenho pensado muito sobre como o tempo atua sobre os vínculos que construímos ao longo da vida. Percebo que, quando os vínculos são saudáveis e profundos, o tempo parece perder a força. Podemos passar meses ou anos sem nos ver e, ao reencontrar essas pessoas, bastam poucos minutos para atravessar as novidades superficiais e chegar ao que realmente importa: como estamos nos sentindo .

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6 de fev.1 min de leitura


O não julgamento como caminho de individuação
Como já compartilhei em outros momentos, vínculos se constroem com o tempo e na ausência de julgamentos. E talvez valha a pausa para pensarmos sobre o quanto julgamos tudo o tempo todo, inclusive a nós mesmos. Não julgar não é concordar com tudo. É reconhecer que existem diferentes formas de ser e de se manifestar no mundo. Cada um de nós é responsável pelas escolhas que faz e pelas consequências de sustentar quem escolhe ser. Ainda assim, muitos seguem em busca da própria es

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4 de fev.1 min de leitura
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