top of page

Risco ou caminho para se tornar quem você é?

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 27 de abr.
  • 1 min de leitura

Quando li o livro “É próprio do Humano”, de Dante Gallian, algo me atravessou de forma silenciosa, mas persistente. Na sétima lição, ele amplia o olhar sobre aquilo que nos constitui. Antes, ele apresenta seis virtudes essenciais para o processo de individuação acontecer. Sair, voltar, ter fé e esperança, refletir e discernir, ser corajoso e ser astuto. Mas ele vai além. Ele diz que não basta chegar. É preciso viver o caminho. E é aí que a curiosidade ganha um lugar diferente dentro de mim. Ao mergulhar na ideia de que é próprio do ser humano ser curioso, a partir da Odisseia, comecei a perceber como essa virtude nunca é neutra. Ela nos coloca em movimento, mas também nos expõe.Ser curioso pode nos levar ao risco. Ulisses, diante do Ciclope, não estava apenas explorando; estava se colocando em perigo.Ser curioso também nos leva ao conhecimento. Ao observar, experimentar e viver, ampliamos nossa compreensão do mundo e das pessoas. E talvez o mais potente seja isso. A curiosidade desperta a criatividade. Diante do desconhecido, somos convidados a inventar saídas, a criar possibilidades, a nos reinventar. Na vida contemporânea, grande parte da curiosidade impulsiona pesquisas, descobertas e avanços. Em tese, tudo isso deveria nos aproximar de uma vida melhor. Mas, no meio desse movimento, eu me pergunto se ainda estamos vivendo a curiosidade como experiência ou apenas como produção. Porque o processo de individuação não acontece no acúmulo de respostas. Ele nasce na disposição de viver perguntas. E eu te pergunto, com sinceridade: você tem usado a sua curiosidade para se proteger ou para se transformar?


Comentários


© 2022 por Espaço Stim

bottom of page