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A vitrine feliz e o vazio que ninguém posta

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • há 4 dias
  • 1 min de leitura

Você já percebeu como é complicado demonstrar fragilidade sem sentir que está falhando?


As redes sociais transformaram a felicidade em uma espécie de obrigação silenciosa. Publica-se o sorriso, a conquista, o momento leve. Mas quase nunca o medo, o esgotamento ou a sensação de não conseguir sustentar a própria vida. Aos poucos, muita gente aprende a existir apenas na versão que parece aceitável aos olhos dos outros.


O problema é que a dor não desaparece quando é escondida. Ela apenas muda de lugar.


Vivemos em uma cultura que tenta anestesiar qualquer desconforto. Só que quem evita a dor o tempo inteiro também se afasta da profundidade dos vínculos, da consciência sobre si e até da capacidade de sentir o mundo de forma inteira. Há dores que não vêm para destruir. Vêm para revelar.


Talvez seja por isso que tantas pessoas pareçam fortes nas redes e tão cansadas fora delas.


Reconhecer a própria dor não é fraqueza. É um gesto de honestidade consigo mesmo. E, muitas vezes, o início de uma transformação real.


Talvez você precise:


• perceber quais emoções você tenta esconder;

• identificar os momentos em que sua vida se tornou uma performance;

• encontrar espaços seguros para existir sem máscaras;

• compreender que acolher a dor também é amadurecer.


A terapia pode ser um caminho para ressignificar aquilo que hoje pesa em silêncio dentro de você.


Porque existe uma pergunta desconfortável que quase ninguém faz: quem você se tornou para ser aceito pelos outros?



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