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A vitrine feliz e o vazio que ninguém posta
Você já percebeu como é complicado demonstrar fragilidade sem sentir que está falhando? As redes sociais transformaram a felicidade em uma espécie de obrigação silenciosa. Publica-se o sorriso, a conquista, o momento leve. Mas quase nunca o medo, o esgotamento ou a sensação de não conseguir sustentar a própria vida. Aos poucos, muita gente aprende a existir apenas na versão que parece aceitável aos olhos dos outros. O problema é que a dor não desaparece quando é escondida. El

espacostim
há 4 dias1 min de leitura


Sofrer virou constrangimento
Você percebe como aprendemos a esconder tudo aquilo que dói? Vivemos em uma época em que até o sofrimento parece precisar ser eficiente, discreto e rápido. Sofrer virou quase um constrangimento social. Então você silencia, ocupa a mente, acelera a rotina e tenta seguir como se nada estivesse acontecendo. Mas aquilo que não encontra espaço para existir não desaparece. Apenas muda de lugar dentro de você. Muitas dores hoje não nascem do excesso de tragédias, mas da ausência de

espacostim
há 6 dias1 min de leitura


Quando a dor não dói onde deveria
Você já percebeu que nem toda dor começa no corpo? Muitas vezes, ela surge antes, em silêncio. Aparece nas emoções engolidas, nos sentimentos adiados, nas conversas que nunca aconteceram. Mas seguimos. Trabalhando, produzindo, sorrindo, tentando funcionar como se nada estivesse acontecendo. Vivemos em uma cultura que nos ensina a suportar. A seguir em frente. A transformar exaustão em mérito e silêncio em maturidade. E, pouco a pouco, vamos aprendendo a anestesiar o que senti

espacostim
18 de mai.1 min de leitura


Quem coloca limite em você?
Em algum momento da vida, quase todos nós fomos ensinados a obedecer limites impostos por alguém. Pais, escola, trabalho, regras, horários, metas. Crescemos acreditando que existir era, em grande parte, aprender a caber. Mas a vida adulta traz um detalhe inquietante: muitas vezes, já não é mais o outro quem nos limita. Somos nós. Você sente o corpo cansado, os olhos saturados, a mente acelerada mesmo quando tenta descansar. Dorme, mas não recupera. Pausa, mas continua inqui

espacostim
15 de mai.1 min de leitura


O cansaço de não saber esperar
Outro dia, me peguei pensando em uma cena da mitologia grega que continua inquietantemente atual. Quando Ulisses finalmente retorna a Ítaca, depois de dez anos, ele não revela imediatamente quem é. Espera e observa. Sustenta o silêncio antes de retomar seu lugar ao lado de Telêmaco e Penélope. E talvez o mais difícil nessa história nem seja a travessia de Ulisses. Talvez seja a capacidade de Penélope de continuar acreditando, mesmo sem garantias. De permanecer inteira em meio

espacostim
8 de mai.2 min de leitura
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