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O que é próprio do humano?

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 11 de abr.
  • 1 min de leitura

Qual é a sua programação para o fim de semana? Eu te faço um convite simples e, ao mesmo tempo, profundo: começar uma boa leitura.


Em um momento em que voltamos a olhar para o espaço e convivemos cada vez mais com a inteligência artificial, me parece essencial resgatar aquilo que nos define como humanos. Foi assim que cheguei a “É próprio do Humano”, de Dante Gallian. Um livro que não apenas se lê, mas que atravessa.


A cada capítulo, eu fui provocada a pensar. E é desse incômodo fértil que nascem as reflexões que quero compartilhar por aqui. Logo no prefácio, o historiador Rafael Ruiz relembra uma conversa com o autor que começa com uma pergunta inquietante. Por que pensamos em “ser ou não ser” e não em “fazer ou não fazer”?


Essa inversão já sinaliza o que vem pela frente. No preâmbulo, Dante lança a questão central. O que é, afinal, próprio do humano? Ele sugere que pode ser tudo aquilo que pertence ou deriva do ser humano, independentemente de um julgamento moral. Mas também provoca outra camada. E se o próprio do humano estiver ligado ao que é oportuno, apropriado, aquilo que carrega um sentido ético?


É nesse espaço de tensão que a reflexão ganha força. Nem tudo o que fazemos nos define. Nem tudo o que somos, de fato, escolhemos ser.


E talvez a pergunta que fica, mais do que resposta, seja esta: você tem vivido aquilo que é próprio de quem você é ou apenas aquilo que é possível fazer?


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