Que falta eu faria se não estivesse aqui?
- espacostim

- 30 de jan.
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Ao concluir meu processo de autoanálise neste primeiro mês, que sustenta o planejamento de 2026, me deixei atravessar por uma provocação de Mario Sergio Cortella, no livro Viver em paz para morrer em paz: se eu não existisse, que falta faria?
Refletir sobre a finitude nunca me foi um tema distante. Durante o doutorado, ao pesquisar o vivido e o não vivido pelos Irmãos Maristas longevos da Província Sul Amazônia, compreendi com mais clareza o sentido da frase que tanto me marcou: a morte não é uma ameaça, é uma advertência. Ela nos convida a olhar para a vida com mais consciência e responsabilidade.
Ao pensar nos Irmãos que já partiram, sei exatamente o quanto suas existências fizeram e ainda fazem falta. Quando volto essa pergunta para mim, encontro respostas parciais. No âmbito familiar, reconheço vínculos fortes, presença, história compartilhada. Já na minha área de atuação, entendo que ainda estou em construção. Há um caminho em curso, experiências a viver, marcas a deixar.
Tenho planos, entre eles o desejo de escrever um livro, como uma forma de organizar a obra da minha própria vida. Quero viajar, colecionar histórias, dar sentido ao que faço. E, nesta nova fase de atendimentos no formato da análise junguiana, seguir acompanhando pessoas em suas buscas por aquilo que podem vir a ser.
Minha agenda de fevereiro está aberta. E sigo com uma pergunta que também deixo para você: se a sua existência fosse interrompida hoje, que falta ela faria no mundo que você habita?



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