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Como sustentar sua voz sem máscaras

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 23 de fev.
  • 1 min de leitura

Última semana de fevereiro. Um novo ciclo começa depois do Carnaval. Eu penso muito sobre isso. Sobre a simbólica queda das máscaras. Sobre o momento em que o sol toca o rosto e, por alguns dias, a gente se permite ser inteiro.


Mas e depois?


Durante o feriado, assistindo a filmes e séries, uma cena me atravessou. Uma mulher em uma reunião. Ela fala, propõe, constrói uma linha de raciocínio. E é interrompida. O olhar dela muda. O desconforto se instala. Eu já vivi essa cena enquanto gestora.


Na hora, o que mais doeu não foi a interrupção em si, mas a tentativa silenciosa de invalidar a minha presença.


Com o tempo, aprendi um gesto simples que mudou muita coisa. Respiro fundo. Pauso. E digo com serenidade: com licença, eu estava dizendo… E continuo. Sem elevar o tom. Sem pedir desculpas por existir. Apenas retomando o espaço que já era meu.

Mais do que concluir a fala, eu aprendi a reconhecer o que eu sentia. Eu não concordava que minha ideia pudesse ser descartada antes mesmo de ser ouvida. E sustentei isso. Sustentei minha posição, minha voz. Manter-se sem máscaras não significa ser combativo o tempo todo. Significa ter clareza de quem você é quando alguém tenta te diminuir. Significa escolher não se encolher para caber no desconforto do outro. Sustentar posições tem um custo. Nem sempre somos acolhidos. Nem sempre somos compreendidos. Mas é nesse custo que a vida ganha densidade. É aí que percebemos que a vida presta.

Agora eu te pergunto: quando interrompem a sua voz, você se cala ou encontra uma nova forma de se sustentar?


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