top of page

Quando a persona distorce a percepção da realidade

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • há 7 dias
  • 1 min de leitura

Em meio ao Carnaval, sigo refletindo sobre algo que vai muito além da festa. Penso sobre nossas personas e sobre Maya, conceito do hinduísmo que representa o véu da ilusão, essa camada que encobre a verdadeira natureza da realidade. Fico me perguntando quantas vezes nos confundimos com aquilo que mostramos ao mundo. Na foto que fiz durante a visita ao Museu das Ilusões, a proposta era simples: brincar com a percepção. Criar a sensação de que estou dentro de um aquário. Mas a imagem me levou a uma pergunta mais profunda. O que, afinal, é real e o que é apenas construção da nossa mente? Arthur Schopenhauer falava sobre o Véu de Maia como esse mundo percebido por nós por meio de espaço, tempo e causalidade. Uma névoa que nos impede de acessar a essência das coisas. Quando olho para essa ideia, percebo que ela dialoga muito com a forma como nos apresentamos socialmente. Criamos personagens para caber, para pertencer, para sermos aceitos. Mas será que sabemos quem somos para além dessas camadas? Eu acredito que não existe outro caminho que não seja o autoconhecimento. É quando volto o olhar para dentro que começo a diferenciar o que é expectativa externa e o que é essência. É nesse movimento que o propósito deixa de ser discurso bonito e passa a ser direção concreta. Talvez a maior ilusão não esteja nas imagens que enganam os olhos, mas nas histórias que contamos sobre nós mesmos. Se hoje você tirasse todas as máscaras, o que permaneceria


Comentários


© 2022 por Espaço Stim

bottom of page