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O poder do simples na aprendizagem e na liderança

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 27 de fev.
  • 2 min de leitura

Eu saí da exposição de Alfredo Volpi no Farol Santander, em Porto Alegre, com uma pergunta ecoando em mim: como algo tão simples pode ser tão profundo?

Traços diretos. Cores vivas. Nada em excesso. Nada sobrando. Ser simples sem ser simplório. Foi isso que a obra me ensinou enquanto eu caminhava pelas salas e observava também a interação das crianças com as pinturas. Ali, arte e experiência se misturavam com naturalidade. Parabenizo as curadoras Ceci Amorim e Karina Israel por criarem um espaço em que a obra conversa com o público e convida à participação.

E eu me pergunto: o que isso tem a ver com aprendizagem, liderança e desenvolvimento humano?

Tudo.

No universo das metodologias ativas fala-se muito em gamificação. Fala-se em engajar, motivar, ensinar de forma lúdica. Mas o que significa, na prática, aprender brincando? Eu experimento isso nos grupos quando utilizo LEGO® SERIOUS PLAY como ferramenta de desenvolvimento. Peças simples. Cores intensas. Possibilidades infinitas.

Assim como Volpi organizava formas aparentemente simples para criar algo carregado de sentido, o LEGO® SERIOUS PLAY permite materializar ideias, emoções e estratégias. Quando alguém constrói algo com as próprias mãos e depois compartilha o processo com o grupo, algo muda. A ideia deixa de ser abstrata. Ganha forma, voz, escuta.

Aprender sobre si e sobre os pares de maneira lúdica traz leveza, mas não é superficial. Exige presença, energia e coragem para mostrar o que se construiu e explicar por quê. Nesse movimento, nasce a aprendizagem colaborativa. Fortalece-se o senso de equipe. Clarifica-se o objetivo comum. Tornam-se visíveis as estratégias para alcançá-lo.

Eu acredito profundamente que o lúdico não é o oposto da seriedade. Ele é o caminho para uma seriedade mais consciente, mais engajada e mais humana.

Quando vejo líderes levando seus filhos a uma exposição e observando atentamente como eles exploram, perguntam e criam, eu penso no quanto ainda podemos aprender com essa espontaneidade. O que aconteceria se levássemos essa mesma curiosidade para dentro das organizações?

Talvez a pergunta mais importante não seja se o lúdico cabe no ambiente de trabalho. Talvez a pergunta seja outra. Estamos prontos para aprender com a simplicidade?



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