Quem você é além dos papéis?
- espacostim

- 27 de mar.
- 1 min de leitura
Eu quero te fazer uma pergunta simples, mas nada fácil de responder: o que te torna único?
Não existe atalho para essa resposta. Eu preciso olhar para mim. E talvez você também precise. Não para aquilo que os outros dizem, projetam ou esperam, mas para o que sinto, para o que me move, para o que permanece quando o silêncio chega.
Ao longo da vida, eu vou me tornando muitos. Assumo papéis, visto máscaras, tento dar conta de tudo e de todos. E isso não é um erro, é humano. Mas, no meio de tantas versões, começo a me perguntar o que, de fato, nunca deixa de ser meu.
É aí que a busca muda de direção. Eu paro de olhar para fora e começo a investigar o que fica, mesmo quando os papéis mudam. O que em mim não depende da função, da aparência ou da validação. O que atravessa o tempo e ainda faz sentido no presente.
Eu deixo de lado características físicas ou habilidades que performo. E passo a perceber o sentimento que me sustenta. Aquilo que me alimenta por dentro e me reconecta, todos os dias, com um senso de propósito.
Eu me trago para o agora. Para o que é vivo, para o que pulsa, para o que insiste em permanecer, mesmo enquanto tudo em mim evolui.
E se eu ainda não fiz esse movimento, tudo bem. Sempre existe um ponto de partida. Talvez ele seja hoje.
Agora me conta, com honestidade: o que em você permanece, mesmo quando tudo o resto muda?



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