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Autoconsciência para reconhecer suas potências

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 23 de jan.
  • 1 min de leitura

Nas aulas de Formação Pessoal, sempre que proponho exercícios de autopercepção sobre potências e limitações, algo se repete. A maioria das pessoas leva muito mais tempo para identificar aquilo em que é forte do que para listar suas fragilidades. Curiosamente, vejo o mesmo acontecer em processos de seleção profissional.


Costumo associar essa dificuldade à falta de autoconsciência, à supervalorização do olhar do outro e ao medo de parecer exibido, metido ou convencido. Só que reconhecer as próprias habilidades não é arrogância. É clareza. Quando reconheço minhas potências, eu as fortaleço. O verdadeiro desafio está em encontrar equilíbrio entre aquilo que precisa ser ampliado e o que pede ressignificação.


Existe ainda um ponto que quase sempre passa despercebido. Pontos fortes e pontos fracos não existem de forma isolada. Eles ganham significado a partir do contexto. Uma característica considerada fraqueza em uma função pode se transformar em força em outra. O perfeccionismo, por exemplo, pode ser um obstáculo em atividades que exigem rapidez, mas um diferencial enorme em funções que pedem atenção extrema aos detalhes.


As empresas descrevem fluxos de tarefas e competências esperadas para cada posição. Mas, sem investir em autoconsciência, como avaliar se aquelas exigências combinam com quem eu sou, com minhas habilidades reais e com o que consigo sustentar no dia a dia?

Talvez a pergunta mais importante não seja quais são seus pontos fortes, mas onde eles estão sendo usados de verdade. O quanto suas atividades atuais permitem que você atue a partir da sua potência?


 


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