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Qual máscara você escolhe?
Nada mais simbólico do que falar sobre persona quando pensamos em Carnaval. A foto que trago hoje é do Carnaval de 2015, na cidade de Mainz, na Alemanha. Sim, Carnaval no inverno. Já começa estranho por aí. A fantasia era de uma amiga, Teresa Muller. Um palhaço com maquiagem de Pierrot. Eu não me sentia exatamente representada por aquela personagem. Se pudesse escolher, talvez fosse outra. O cenário também destoava do que estamos acostumados. Frio, casacos, depois a rua com o

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13 de fev.2 min de leitura


A coragem de viver sem máscaras
Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas - e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: "Ladrões, ladrões, malditos ladrões!” Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um

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11 de fev.1 min de leitura


O ano começa quando tu decides começar
Quantas vezes tu já disseste que o ano só começa depois do Carnaval? Eu te escuto, mas também te provoco. Esperar uma data simbólica para iniciar um processo de cuidado é, muitas vezes, uma forma elegante de adiar o encontro contigo. Tu podes, sim, iniciar hoje uma análise junguiana, viver o Carnaval com leveza e, depois, seguir com o compromisso que assumiste contigo. Vida e autoconhecimento não são opostos, eles caminham juntos. Quando a procrastinação vira constância, tal

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9 de fev.1 min de leitura


O tempo revela os vínculos
O tempo que o tempo tem. Você já parou para sentir o que essa expressão desperta em você? Eu tenho pensado muito sobre como o tempo atua sobre os vínculos que construímos ao longo da vida. Percebo que, quando os vínculos são saudáveis e profundos, o tempo parece perder a força. Podemos passar meses ou anos sem nos ver e, ao reencontrar essas pessoas, bastam poucos minutos para atravessar as novidades superficiais e chegar ao que realmente importa: como estamos nos sentindo .

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6 de fev.1 min de leitura


O não julgamento como caminho de individuação
Como já compartilhei em outros momentos, vínculos se constroem com o tempo e na ausência de julgamentos. E talvez valha a pausa para pensarmos sobre o quanto julgamos tudo o tempo todo, inclusive a nós mesmos. Não julgar não é concordar com tudo. É reconhecer que existem diferentes formas de ser e de se manifestar no mundo. Cada um de nós é responsável pelas escolhas que faz e pelas consequências de sustentar quem escolhe ser. Ainda assim, muitos seguem em busca da própria es

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4 de fev.1 min de leitura


Presença não se terceiriza
“O melhor está por vir” É uma expectativa importante de ser cultivada. Mas ela não pode nos afastar do único lugar onde a vida, de fato, acontece: o presente . Eu escolho viver o meu de forma sustentável, especialmente nas relações, estando inteira com as pessoas que estão ao meu redor. Confesso que me desconforta conversar com alguém que divide a atenção entre mim e o celular. Mas isso não é exatamente novo. Antes, o telefone fixo já fazia esse papel. A tecnologia muda, mas

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2 de fev.1 min de leitura


Que falta eu faria se não estivesse aqui?
Ao concluir meu processo de autoanálise neste primeiro mês, que sustenta o planejamento de 2026, me deixei atravessar por uma provocação de Mario Sergio Cortella , no livro Viver em paz para morrer em paz: se eu não existisse, que falta faria? Refletir sobre a finitude nunca me foi um tema distante. Durante o doutorado, ao pesquisar o vivido e o não vivido pelos Irmãos Maristas longevos da Província Sul Amazônia, compreendi com mais clareza o sentido da frase que tanto me mar

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30 de jan.1 min de leitura


Consistência no autoconhecimento
Seguindo na trilha da minha autoanálise sobre a consistência, comecei a observar com mais atenção a minha entrega aos processos de desenvolvimento pessoal. Percebi que ela nunca foi aleatória. Sempre esteve conectada ao momento de vida que eu estava atravessando. Minha primeira experiência como analisanda foi na terapia freudiana, aos 18 anos, quando buscava apoio para fazer uma escolha profissional. Naquele momento, compreender meus desejos e conflitos era mais urgente do qu

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28 de jan.1 min de leitura


Consistência que constrói caminhos
Encerrando janeiro, escolhi olhar com honestidade para a consistência. Ao longo dos meus 30 anos como professora universitária, percebo que manter um padrão de comportamento e desempenho de forma contínua sempre foi uma escolha consciente. Não perfeita, mas constante. A única pausa que me permiti foi um ano sabático. E, curiosamente, ele não rompeu minha consistência. Pelo contrário. Mesmo atravessando uma pandemia e uma enchente que marcou nossa cidade, segui fazendo o que p

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26 de jan.1 min de leitura


Autoconsciência para reconhecer suas potências
Nas aulas de Formação Pessoal, sempre que proponho exercícios de autopercepção sobre potências e limitações, algo se repete. A maioria das pessoas leva muito mais tempo para identificar aquilo em que é forte do que para listar suas fragilidades. Curiosamente, vejo o mesmo acontecer em processos de seleção profissional. Costumo associar essa dificuldade à falta de autoconsciência, à supervalorização do olhar do outro e ao medo de parecer exibido, metido ou convencido. Só que r

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23 de jan.1 min de leitura


Autoconsciência ou aprovação alheia?
A autoconsciência, para mim, funciona como um espelho interno. É nele que observo meus pensamentos, inclusive os mais desconfortáveis, aqueles que pedem atenção e honestidade. Durante muitos anos atuei como professora de Educação Física. Nesse contexto, minhas roupas acompanhavam a prática esportiva. Quando passei a exercer cargos de gestão, naturalmente me adequei ao dress code da empresa. Sempre gostei de usar saias, blusas ou vestidos. Ainda assim, em um dia específico, es

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21 de jan.1 min de leitura


Autoconsciência é coragem
Qual foi o maior ato de coragem que você já realizou? O meu foi investir na construção da minha autoconsciência . Aquela capacidade de olhar para dentro e reconhecer quem eu sou de verdade. Meus pensamentos, emoções, comportamentos, valores, forças e fragilidades. E entender como tudo isso impacta não só a mim, mas também as pessoas ao meu redor. À primeira vista, parece simples. Mas não é. Porque quando nos deparamos com os nossos pontos frágeis, existe uma tendência quase a

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19 de jan.1 min de leitura


Insatisfação no trabalho começa na convivência
Quando a convivência profissional deixa de fazer sentido, a pergunta não é só o que está errado lá fora. Eu costumo começar olhando para dentro. Sem autoconhecimento fica difícil entender quais ambientes combinam comigo, quais limites preciso respeitar e quais potenciais ainda não estou usando. Hoje, os formatos de trabalho se multiplicaram. Presencial, remoto e híbrido. As empresas também estão em busca de formas mais eficientes de entregar valor aos seus públicos. Nesse ce

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16 de jan.1 min de leitura


Convivência profissional e saúde mental
Desde muito cedo, aprendemos a conviver. Primeiro na família, nosso primeiro grupo social. Depois na escola. Mais tarde, no ambiente profissional. Todos esses espaços existem dentro de uma sociedade que impõe regras próprias, moldadas pela geografia, pela história e pela cultura. Ao longo da vida, eu aprendi que avaliar como convivemos nesses diferentes grupos é essencial. Não apenas para nos adaptarmos, mas para preservarmos algo que é inegociável: nossa saúde física e menta

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14 de jan.1 min de leitura


O que a pandemia revelou sobre nós?
Entramos na segunda semana do novo ano e, com ela, voltamos às rotinas. Ou talvez este seja justamente o momento de repensá-las e criar novas formas de viver o dia a dia. Desde março de 2020, a pandemia deixou marcas profundas na forma como convivemos. No pessoal, no profissional, no cotidiano mais simples. Independentemente do contexto, a pergunta que permanece é: o que tudo isso revelou sobre quem somos e sobre como nos relacionamos? Abrir mão de encontros familiares afetuo

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12 de jan.1 min de leitura


Crenças que fortalecem transformam destinos
Quando uma crença, de fato, nos fortalece? Eu costumo me fazer essa pergunta sempre que penso em propósito. Antes de alimentar qualquer crença, precisamos olhar para ela com honestidade e perceber o quanto está alinhada com aquilo que desejamos viver. Lembro de uma conversa marcante com um aluno que poderia facilmente ter se rendido à ideia de que a universidade não era um lugar para ele. Durante o dia, trabalhava como motorista na própria instituição. À noite, sentava em sal

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9 de jan.1 min de leitura


Quando a crença deixa de proteger e limita
Uma crença pode se tornar limitante quando continua se repetindo. Isso mesmo depois das conquistas. Mesmo após passar no vestibular. Mesmo ao estar, de fato, ocupando uma vaga na universidade. Ao longo da minha trajetória, acompanhei alunos que não acreditavam merecer estar onde chegaram. Alguns seguiram até o fim. Outros desistiram no meio do caminho. Não por falta de capacidade, mas por não conseguirem desconstruir a crença de que aquele lugar não era para eles. Quem desist

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7 de jan.1 min de leitura


As histórias que moldam quem somos
O que são crenças para você? Eu gosto de pensar nelas como histórias que contamos a nós mesmos e que, silenciosamente, vão moldando a nossa realidade. Antes mesmo de termos idade para contar as nossas próprias histórias, alguém contou histórias sobre nós. Geralmente, quem cuidou de nós dos zero aos sete anos. Ao ouvi-las repetidas vezes, fomos criando referências sobre quem somos, do que somos capazes e do que esperar do mundo. Janeiro Branco nos convida a olhar para a saúde

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5 de jan.1 min de leitura


Cultura de Paz começa em nós
Bem-vindo, 2026. Escolho começar o ano resgatando o 1º de janeiro, data em que celebramos o Dia Mundial da Paz. E não por acaso. Paz, para mim, nunca foi um conceito abstrato. É prática diária, escolha consciente e construção possível. Durante alguns anos, ministrei as disciplinas de Jogos Cooperativos e Cultura de Paz e, depois, Cultura de Paz e Diversidade. Esses temas caminham juntos. Os jogos cooperativos nos lembram do valor do processo coletivo. A diversidade está prese

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2 de jan.2 min de leitura


Receber o novo ano com consciência e presença
Como você define um bom anfitrião? Eu gosto de receber pessoas. Ao longo de mais de 30 anos no magistério superior, recebi alunos, colegas e convidados, sempre com a intenção de preparar o melhor ambiente possível. Para isso, aprendi algo essencial: antes de receber alguém, é preciso se interessar por quem chega. Buscar informações, escutar, criar espaço. Hoje, muitas pessoas se reúnem para receber um novo ano. Mas o que, de fato, sabemos sobre 2026? Quase nada. Sabemos ap

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31 de dez. de 20251 min de leitura
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