Qual máscara você escolhe?
- espacostim

- 13 de fev.
- 2 min de leitura
Nada mais simbólico do que falar sobre persona quando pensamos em Carnaval.
A foto que trago hoje é do Carnaval de 2015, na cidade de Mainz, na Alemanha. Sim, Carnaval no inverno. Já começa estranho por aí.
A fantasia era de uma amiga, Teresa Muller. Um palhaço com maquiagem de Pierrot. Eu não me sentia exatamente representada por aquela personagem. Se pudesse escolher, talvez fosse outra. O cenário também destoava do que estamos acostumados. Frio, casacos, depois a rua com os carnavalescos, uma cerveja e o retorno para casa.
E é aí que a reflexão começa.
Persona é a máscara social que escolhemos para nos adaptar ao mundo. É a forma como nos apresentamos para causar uma boa impressão ou para nos encaixar nas expectativas externas. Em alguns momentos, ela nos protege. Em outros, nos aprisiona.
No Carnaval, escolhemos conscientemente uma fantasia. Na vida, muitas vezes vestimos máscaras sem perceber.
No dia a dia, acumulamos papéis. Somos tios, pais, filhos, primos e cunhados. Papéis que existem porque existimos dentro de um sistema familiar. Também assumimos papéis ligados ao nosso estado civil, solteiro, casado, viúvo, divorciado e namorado. Esses envolvem escolhas. E junto com cada papel, escolhemos como iremos vivê-lo.
No trabalho, fazemos o mesmo. Cada cargo, cada responsabilidade, carrega uma expectativa. E, para cada função, podemos optar por uma máscara diferente.
A pergunta que fica é simples e profunda ao mesmo tempo. A máscara que você usa combina com quem você é ou apenas atende ao que esperam de você?
Talvez o Carnaval seja uma oportunidade leve e simbólica para experimentar. Para brincar com a fantasia e, ao mesmo tempo, observar. Onde sua persona se aproxima do seu eu verdadeiro? Onde ela se distancia?
Brinque. Celebre. Mas aproveite para se olhar com honestidade.
Se hoje você pudesse escolher qualquer máscara para representar quem você é de verdade, qual seria?



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