Consistência no autoconhecimento
- espacostim

- 28 de jan.
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Seguindo na trilha da minha autoanálise sobre a consistência, comecei a observar com mais atenção a minha entrega aos processos de desenvolvimento pessoal. Percebi que ela nunca foi aleatória. Sempre esteve conectada ao momento de vida que eu estava atravessando.
Minha primeira experiência como analisanda foi na terapia freudiana, aos 18 anos, quando buscava apoio para fazer uma escolha profissional. Naquele momento, compreender meus desejos e conflitos era mais urgente do que qualquer resposta externa.
Depois vieram quatro anos como atriz no teatro infantil. Ali, algo se revelou de forma muito potente. Além dos aspectos biológicos que eu estudava na Educação Física, descobri o corpo que sente, que expressa emoções, afetos e histórias. Não fui analisada em Psicodrama, mas estudei seus princípios, o que aprofundou minha compreensão sobre empatia e relações humanas.
Essa vivência me conduziu à Morfoanálise e às conexões entre corpo e mente. Com mais clareza sobre minhas próprias experiências, escolhi como tema de mestrado a autoimagem, a autoestima e a postura corporal. Não foi uma escolha teórica, foi uma escolha vivida.
Ao longo dos anos, passei pela terapia transpessoal, pelo processo autobiográfico da Antroposofia e, mais recentemente, pela análise junguiana e pelo Processo Hoffman. Hoje consigo perceber algo com muita nitidez. Em cada fase do meu desenvolvimento, encontrei o processo que fazia sentido para aquele momento específico da vida.
O que manteve tudo isso coerente e contínuo foi a busca pelo autoconhecimento. A consistência não esteve em um único método, mas no compromisso comigo.
E você, tem escolhido processos que realmente dialogam com a fase de vida que está vivendo agora ou apenas repetido caminhos sem se escutar?



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