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Autoconsciência ou aprovação alheia?

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 21 de jan.
  • 1 min de leitura

A autoconsciência, para mim, funciona como um espelho interno. É nele que observo meus pensamentos, inclusive os mais desconfortáveis, aqueles que pedem atenção e honestidade.


Durante muitos anos atuei como professora de Educação Física. Nesse contexto, minhas roupas acompanhavam a prática esportiva. Quando passei a exercer cargos de gestão, naturalmente me adequei ao dress code da empresa.


Sempre gostei de usar saias, blusas ou vestidos. Ainda assim, em um dia específico, escolhi blazer e calça. Recebi um elogio da minha superior e algo dentro de mim se moveu. Fiquei pensando se, até então, minha forma de me vestir não era aprovada. Coincidentemente ou não, aquele era exatamente o estilo que ela costumava usar.


Foi aí que busquei meu espelho interno. Avaliei o pensamento com calma. Pode ser que ela realmente prefira esse tipo de vestimenta, mas a minha escolha nunca esteve fora do código da empresa nem de qualquer convenção social.


E isso é o ponto central, eu não estava inadequada, apenas era diferente. E não posso medir minha adequação a partir do gosto pessoal de outra pessoa, principalmente quando sigo meus valores e respeito o contexto em que estou inserida.


A autoconsciência nos ajuda a separar o que é nosso do que pertence ao outro. Ajuda a não abandonar quem somos para caber em expectativas que não nos representam.

E você? Já se sentiu inadequado ou inadequada por causa da sua vestimenta em alguma situação? Essa sensação vinha, de fato, de você ou do valor de alguém projetado sobre a sua escolha?



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