Por que seu corpo e sua mente estão pedindo atenção
- espacostim

- 5 de dez. de 2025
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Escrevo este texto pensando em como, ao longo das décadas, o trabalho foi moldando nossos corpos e nossas emoções. Lá nos anos 80 e 90, os afastamentos por Lesões por Esforços Repetitivos eram quase inevitáveis em muitas profissões. Com o tempo, o termo evoluiu para Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, mas a dor continuou sendo a mesma: uma linguagem silenciosa do corpo pedindo socorro.
Do início dos anos 2000 até hoje, esses afastamentos seguem acontecendo. A diferença é que, agora, a coluna divide espaço com algo menos visível porém igualmente impactante: o peso emocional provocado pelo excesso de telas, pela hiperconectividade e pela quantidade de informações que atravessam a nossa atenção todos os dias. Sigo percebendo que não é apenas o corpo que se exaure, mas também a mente que tenta acompanhar um ritmo que quase nunca desacelera.
É aqui que as pausas ganham outro significado. Não falo só da pausa ativa que alonga, movimenta e alivia o físico. Me refiro à pausa psíquica, essa que nos permite respirar por dentro. Mindfulness, entendido de forma secular, é justamente esse ato consciente de observar o presente sem julgamento, como define Jon Kabat-Zinn. Uma prática simples em teoria, mas transformadora quando incorporada ao cotidiano.
Quando me permito estar inteira no momento, percebo que recupero uma lucidez que às vezes se perde no meio das urgências. Esse movimento de voltar para si é autoconhecimento. E, nele, encontro o autocuidado que sustenta minhas escolhas.
Talvez a pergunta que fique para você seja: em que momento do seu dia você se escuta de verdade?






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