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Receber o novo ano com consciência e presença

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 31 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

Como você define um bom anfitrião? Eu gosto de receber pessoas. Ao longo de mais de 30 anos no magistério superior, recebi alunos, colegas e convidados, sempre com a intenção de preparar o melhor ambiente possível. Para isso, aprendi algo essencial: antes de receber alguém, é preciso se interessar por quem chega. Buscar informações, escutar, criar espaço. Hoje, muitas pessoas se reúnem para receber um novo ano. Mas o que, de fato, sabemos sobre 2026? Quase nada. Sabemos apenas que terá 365 dias e quatro estações. Ainda assim, sentimos a necessidade de nos preparar. A pergunta talvez não seja o que vai acontecer, mas como vamos receber o que vier. Acredito que abrir a mente e o coração seja uma boa estratégia. Não como ingenuidade, mas como prática de escuta ativa, sem julgamentos prévios. Em vez de tentar antecipar tudo ou controlar cada detalhe, podemos observar os acontecimentos e perceber o que cada um traz para a nossa trajetória. O convite é olhar, inicialmente, de forma neutra. Sem rotular como bom ou ruim. Apenas observar. Depois, sentir. Isso contribui para o meu desenvolvimento? Expande ou contrai? Fortalece ou limita? A partir daí, surge a escolha. Repetir ou não repetir. Aproximar ou se afastar. Talvez receber um novo ano seja menos sobre expectativas e mais sobre presença.Que tipo de anfitrião você tem sido para a sua própria vida e para tudo o que chega até você?

 


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