O que impede você de viver experiências reais
- espacostim

- 26 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
Tenho pensado muito sobre como o mercado fala, cada vez mais, em oferecer experiências. Elas aparecem em produtos, serviços, eventos, cursos, tudo com a promessa de nos marcar de alguma forma. Mas será que, no meio de tanta oferta, estamos realmente vivendo algo que nos toca?
No artigo de Jorge La Rosa Bondía, Notas sobre a experiência e o saber da experiência, ele apresenta uma reflexão que me acompanhou por dias. Ele lembra que as palavras com que nomeamos o que somos, fazemos, pensamos ou sentimos não são apenas palavras. Elas carregam sentido, memória e impacto.
Em várias línguas, a experiência é aquilo que nos acontece, o que nos atravessa, o que deixa marca. Porém, segundo Bondía, alguns aspectos do nosso cotidiano têm esvaziado esse sentido. Ele aponta quatro deles:
excesso de informação, que funciona quase como uma anti experiência;
excesso de opinião, que virou um imperativo de sempre ter algo a dizer;
falta de tempo, porque tudo acontece rápido demais;
excesso de trabalho, que nos mantém sempre produzindo sem perceber o que vivemos.
Quando penso nisso, me pergunto quantas coisas passam por nós sem realmente acontecer em nós. Quantas experiências poderiam ter significado, mas se perdem no ritmo acelerado que escolhemos ou deixamos escolher por nós.
Se quiser aprofundar, vale muito a leitura do artigo.
E se quiser olhar para a sua própria vivência e identificar qual desses quatro aspectos mais tem afetado suas experiências, podemos conversar. Talvez a pergunta mais importante seja: o que realmente tem te atravessado?






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