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Quando o silêncio é mais forte que a resposta

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 15 de ago. de 2025
  • 1 min de leitura

Entre tantos aprendizados que o autoconhecimento me trouxe, um dos mais valiosos foi entender como as emoções se manifestam no corpo. São mudanças fisiológicas que acontecem de forma quase imperceptível, mas que têm raízes profundas: reações químicas no cérebro e no corpo, impulsionadas por neurotransmissores e hormônios.


Tudo começa com um gatilho. Pode ser algo externo ou interno, mas que, de repente, altera nossa respiração, acelera o coração, aquece o rosto ou nos deixa sem chão.


Lembro de uma reunião comum no trabalho, onde se discutia o nome de um novo manual de procedimentos. Até que alguém ao meu lado disse: “Quem sabe faz, quem não sabe ensina, e quem não sabe nada é professor de educação física.” Detalhe: sou formada nesta área.


Naquele instante, meu coração disparou. Senti o calor subir pelo rosto. A visão ficou turva por um momento. Uma onda de adrenalina percorreu meu corpo. E, no meio de tudo isso, a única coisa que pensei foi: respire e não diga nada.


Todos na sala me olharam, esperando uma reação. O silêncio foi pesado, quase palpável. Eu segurei até o fim. Só depois vieram os pedidos de desculpas dos coordenadores. Foi quando percebi que, às vezes, o silêncio é mais eloquente do que qualquer resposta.


Ainda assim, ficou uma tristeza: a de ver o quanto ainda há desinformação sobre a formação e o papel essencial do profissional de educação física na sociedade.


E me pergunto até hoje: quantas vezes reagimos para “vencer” uma situação, quando na verdade o maior triunfo está em como escolhemos não reagir?


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