Quando a alma pede calma
- espacostim

- 14 de nov. de 2025
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O final de ano se aproxima e, de repente, tudo parece correr. É como se o calendário nos lembrasse, dia após dia, que mais um ciclo está prestes a se fechar para que outro possa começar. Nesse movimento acelerado, volto à música “Paciência”, do Lenine, que sempre me chama de volta para o essencial. A vida é tão rara e, às vezes, tudo o que precisamos é desacelerar.
Percebo que o corpo pede mais alma. E, enquanto os símbolos cristãos do Natal começam a ocupar vitrines e ruas, me pergunto como tenho cuidado da minha espiritualidade. Não falo de religião. Falo daquela reserva íntima de significado que nasce dentro de nós, da nossa forma de viver o sagrado, das crenças que nos guiam, dos rituais que fazem sentido e do espaço silencioso onde buscamos resposta para quem somos e para onde queremos ir.
A busca por sentido exige coragem para olhar para dentro. Exige que eu me aproxime das minhas próprias crenças e faça escolhas mais conscientes, mais alinhadas com aquilo que realmente importa.
Então respiro, observo e tento cuidar com carinho da vida que pulsa em mim. Permito-me concluir este ciclo no tempo presente, sem pressa de alcançar o próximo. Só deixando fluir. Vai na valsa.
E você, como tem escutado a sua própria alma neste encerramento de ciclo?






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