O tempo revela os vínculos
- espacostim

- 6 de fev.
- 1 min de leitura
O tempo que o tempo tem. Você já parou para sentir o que essa expressão desperta em você? Eu tenho pensado muito sobre como o tempo atua sobre os vínculos que construímos ao longo da vida.
Percebo que, quando os vínculos são saudáveis e profundos, o tempo parece perder a força. Podemos passar meses ou anos sem nos ver e, ao reencontrar essas pessoas, bastam poucos minutos para atravessar as novidades superficiais e chegar ao que realmente importa: como estamos nos sentindo. É nesse espaço de confiança que nos autorizamos a mostrar nossas vulnerabilidades, sem medo de julgamento. E é assim que os vínculos se fortalecem.
Mas o tempo também cumpre outra função importante. Ele revela vínculos frágeis, sustentados apenas por interesses comuns de uma fase específica da vida. Relações que fizeram sentido por um período, foram legítimas, mas que, na ausência de um vínculo verdadeiro, deixam de ter espaço para continuar.
Muito se fala hoje em livramento. Eu prefiro olhar por outra perspectiva. Para que pessoas e experiências novas cheguem, é preciso criar espaço. Espaço externo, sim, mas principalmente interno. E isso exige consciência, escuta e disposição para olhar para si.
Escolher um processo de análise junguiana é, para mim, uma forma potente de abrir esse espaço e compreender quais vínculos você sustenta, quais já cumpriram seu papel e quais merecem ser cultivados com mais presença.
Quais vínculos na sua vida resistiram ao tempo e quais o tempo já te mostrou que pedem despedida?



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