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Escrever à mão ainda faz sentido?

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 28 de mai. de 2025
  • 1 min de leitura

Quem aí ainda cultiva o hábito de escrever à mão? Sim, falo de pegar papel e caneta e deixar a letra correr solta.


Eu uso computador e celular o tempo todo. Mas sigo escrevendo à mão, talvez por influência daquele caderno de caligrafia da infância, que me ensinou mais do que traços bonitos.



A escrita tem um poder que vai além do conteúdo. Quando escrevemos, especialmente à mão, nosso cérebro se organiza. A informação é processada de outra forma, com mais foco, mais presença. 


A memória se fortalece, os padrões se tornam mais claros. É como se o cérebro ganhasse tempo para pensar — e, bem orientado, esse tempo vira um campo fértil para o desenvolvimento de ideias e o estímulo da mais alta cognição.


Escrever à mão ativa várias regiões do cérebro, estimula novas conexões neurais e reforça a plasticidade cerebral. Mas não para por aí. A prática também evoca sensações físicas, como calor, frio e formigamento. Traz à tona estados emocionais, pensamentos que estavam no fundo — preocupações, lembranças, desejos e planos.


Escreva livremente. Guarde o que escreveu. Releia depois de alguns dias, semanas, meses.


Você vai perceber que, mais do que palavras no papel, há ali um retrato de si mesmo. E esse olhar distante, sem julgamentos, é uma das formas mais potentes de se conhecer.

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