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Consumo consciente: o que realmente precisamos?

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 28 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Hoje é o Dia da Black Friday, ou melhor, o mês inteiro de ofertas que nos seduz com a ideia de que agora é o momento de comprar. Eu reconheço que é ótimo adquirir algo que torna nossa vida mais prática e confortável. Quem não gosta de aproveitar uma oportunidade?

Mas, enquanto escuto as propagandas e observo o movimento ao meu redor, lembro de um dado que me preocupa. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que 79% das famílias brasileiras estão endividadas e 30,5% estão inadimplentes. Quando entramos nesse ciclo, não enfrentamos apenas números, enfrentamos ansiedade, frustração e uma sensação constante de peso. Às vezes, o desconforto emocional é maior do que o de não ter aquele item que desejamos.

É nesse ponto que Maslow me vem à mente. Ele organizou as necessidades humanas em cinco níveis: 

  1. Fisiológicas

  2. Segurança

  3. Pertencimento 

  4. Estima

  5. Autorrealização 

Quando penso nisso, percebo como muitas escolhas de consumo tentam preencher camadas mais profundas de forma superficial. Zygmunt Bauman provocou uma reflexão importante ao dizer que, hoje, todas as formas de felicidade parecem passar por uma loja. Essa frase me toca porque me faz questionar se o que eu desejo comprar realmente atende a uma necessidade verdadeira ou se apenas alimenta uma expectativa externa.

No momento em que aproveito o preço das frutas da estação para cuidar da minha saúde, sinto alinhamento entre necessidade e escolha. Mas, quando penso em adquirir algo apenas para ser admirado pelos outros e depois enfrento dificuldades para arcar com o compromisso financeiro, percebo o desequilíbrio. Nesses momentos, preciso revisitar minhas prioridades e olhar com honestidade para minhas possibilidades.

No fim, esse processo passa pelo autoconhecimento. Entender o que nos move, o que buscamos e o que realmente nos nutre pode mudar completamente nossa relação com o consumo.

Hoje, diante de tantas ofertas, eu me pergunto e deixo essa reflexão com você: o que você está comprando para preencher e o que realmente preenche você?


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