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O desafio do equilíbrio entre vida pessoal e profissional

  • Foto do escritor: espacostim
    espacostim
  • 19 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Encontrar equilíbrio entre vida pessoal e profissional parece um desafio constante. Muitas vezes, acredito que isso passa pelas nossas escolhas e pelo modo como nos enxergamos, já que nossa autoimagem e autoestima estão profundamente ligadas às relações que cultivamos.

Vivemos em uma sociedade que tenta se libertar das amarras entre gênero e papéis sociais, mas ainda tropeça em velhos padrões. Desde o nascimento, parece que nos entregam um roteiro pronto: estudar, trabalhar, encontrar um parceiro, ter filhos. Quando ousamos sair desse caminho, a crítica vem quase de imediato. É como se estivéssemos sempre devendo algo a uma expectativa coletiva.

Lembro de uma vez em que um amigo, que não via há muito tempo, me perguntou se eu tinha filhos. Respondi que não, e ele retrucou: “Ah! Deus não te abençoou!”. Fiquei em silêncio (e com cara de espanto) por alguns segundos. Pensei comigo mesmo: será que ser abençoado não significa sentir-se feliz e próspero com as escolhas que fazemos? Eu me sinto assim, mesmo sem filhos, porque foi uma decisão consciente.

No trabalho, as cobranças seguem outra lógica: sucesso medido por conquistas materiais, muitas vezes às custas de horas intermináveis e de um preço alto na vida pessoal.

Percebo que, no fundo, a dificuldade maior não está apenas nas demandas externas, mas no peso que damos ao olhar dos outros. É claro que nossas relações importam, mas será que elas devem definir as escolhas que determinam a nossa felicidade?

E é aqui que deixo a pergunta para você refletir: quando você pensa nas suas decisões de vida e carreira, o quanto delas pertence a você de verdade e o quanto é apenas reflexo do que esperam que você seja?


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